segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Encontro-me em plena evasão.
Distante do nada e perto do tudo.
Encontro-me pela primeira vez, e vejo quão perfeita a vida me é.
Estar assim em estado de paz, buscando o pouco que é muito, o muito que não faz falta.
Vejo que o mundo é inocente, nós que construímos nosso próprio teto, nosso caminho de "Ser humano".
Fazer valer o que é meu, e transportar pra dentro do próximo o melhor que minha'lma pode transportar.
Sentir-se bem e não temer o que vem. A calma me acompanha por estradas de sonhos e realizações. Não é preciso pressa, nada é por acaso; as coisas acontecem sempre que têm que acontecer. Planos? -Pra que planos?
Eles-os planos-nos deixam confusos, angústiados e nervosos. Vamos fazer com que a vida flua em seu estado normal; buscaremos apenas viver da melhor maneira possível, e nada mais. E viver da melhor maneira possível é deixar o passado enterrado, o futuro a Deus pertence-com nossos passos bem dados é claro- e o presente em plena perfeição e veemência.
Vem viver essa emoção.
Distantes e ofegantes.
Prisioneiros de nosso próprio coração e livres nessa vida de sonhos.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Vejo este céu em você - porque és minha imensidão.
De escárnios e flores jogadas, os jarros que despedaçastes.
Em pétalas, os risos que foram de mim.
Te insinuas, olhares ínfimos, e mesmo assim- dói.
Primeiro incomoda, a presença de estar.
Se guardastes as lembranças, depois não tente esquecê-las.
Foi irreal, enigmático, sutil. Em distantes fulgores.
És o princípio do meu fim.
De tarde, se estás; me acomodo. Se te ausentas, fujo em mim.
Embriagados no sono. Palpáveis, sensatos e fiéis.
Ao nada, ao nunca. Se estais. Estou pra sempre.
Em miséria de afagos. Em fogos de artifício.
Presumo que não vás. Presumo se ficardes.
Alma minha agradece. Engrandece o meu eu.
Ficas agora. Para sempre. E não voltes para trás.
Apenas diga um Adeus – pra quem ficou-
E nada mais.
sábado, 25 de julho de 2009
Dias distantes estás.
Precioso ser de viver.
No fluído de um sonho, uma lágrima.
De certas formas em corpos sem dor.
Apenas a sensação de uma calma infinita.
O gozo do momento auspicioso.
Saudade de um instante. Do terno colo.
Da mão que consola e o braços que afagam.
A serenidade de um rosto, os olhos que vi a pureza.
As falas no íntimo sem fim.
O lugar que não se esquece, palavras que guardadas estarão.
Impossível esquecer. Doeu. Dói. É bonito, traz calma.
A simples forma de poder. O dom da simplicidade.
A chaga incurável de um amor bendito.
E se estás em mim, ficará pra sempre.
Guardado. Um cuidado de mãe. A doçura de uma mulher.
A pureza de uma criança.
Precioso dom, o dom de amar.E a saudade de um querer bem.
E se reacende, é porque vai acontecer.
Se tem esperança, há de vir em mim.
domingo, 19 de julho de 2009
Distâncias em almas reprimidas.
Suaves pensamentos que buscam
A imagem debilitada, as sensações
Do não mais poder.
Em frangalhos o coração; A saudade
Inacabada. Se estivesse mais perto.
Mais possível assim. E depois de um café
Se foi.
Lembrança de um rosto bonito, a simpatia.
Fiel, esperanças em um Deus perfeito.
Tudo cura, tudo passa.
Tudo seria resolvido. Se não tivesse ido.
Misérias de sonhos, nada mais satisfaz.
As pessoas não são as mesmas.
A esperança não acabou.
Ainda há de se resolver.
Se um dia voltar.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Enquanto é tempo
Na escada sentado, abatido.
Aquele homem enfermo de coração.
Um amor que partiu e nunca mais voltará.
As nuvens levaram pra longe a sua alegria.
A desordem em seu peito de minúcias e estampas.
Primário sentimento de sofrer.
Instinto que leva pra perto e se faz sentir bem.
-Me ame?
-Não vá!
Desespero e sombras, vagos risos entre as vozes tristes.
Risos de sopros ardentes.
Desculpas esquecidas, perdão sem se dar.
Oferecer o que já não possui, em busca de um suspiro aliviado.
E assim traído em sensações de frio.
Levado pelo inconsciente, pela vida disfarçada.
Preso em correntes de ouro e pó.
O homem infeliz, que já não possui nenhuma esperança.
Apenas a dor da saudade, o peito fragmentado.
Lascívia inconstante. Vontades e dores.
Um dia ela voltará. Em ti. Um dia. Que seja.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Viajar nesse mar, que jamais virá em mim, outra lembrança.
Distâncias, fluídos de um sonho que se acabou no acordar.
O espelho que mostra os caminhos que já percorri.
Laços que se foram e o tempo apagou.
Recordo a infância inabalável, do pequeno pé de caju, da flor que nunca secou.
Os répteis que pude ver e ter medo.
Os cantos dos pássaros que nunca mais ouvirei.
A boneca borrada, a manta e o sol.
A tarde que caía por entre nuvens em formas de bichinhos.
O futuro que não importava, a fome e o banho.
A varinha verde, pra ir pro banho!
Nada era mais lindo que brincar por debaixo das sombras.
As estradinhas de terra, a flor cor de luz.
A saudade, o raminho, a reza e a benção. Nada mais era preciso.
A dança improvisada, para tirar risos dos lábios cansados da vida.
A inocência de uma criança, a pureza,a calma e a fé.
E hoje a saudade apenas, da infância que não foi perdida.
Poderia ser eterno.
domingo, 5 de julho de 2009
Corações de lágrimas de sangue.
Sentidos no ínfimo suor.
Mente sem saber onde ir.
Lugares que os olhos gostariam de ver.
Onde encontrar a resposta?
Situações simples.
Os contornos de um corpo solúvel no ar,
As gotas se mostram em formas de dor.
Prostram-se meninos com fome.
Olhar de desânimo e injustiças.
Seguem os caminhos tortuosos.
Carrinhos de madeira, sombra de uma velha árvore,
De galhos infecundos.
Distantes mães sem leite.
Perseguidores sem sentimento.
Mundo dos injustiçados.
Ordeno a lei que jamais será seguida,
A lei da igualdade.
Os pés descalços, rachados de tanto caminhar,
Na busca de apenas um grão, um líquido
Que sustente essa pobre criança desnutrida.
De laços em mãos degeneradas pelo cansaço.
Triste fim de um mundo de desigualdade.
A solução é o fim!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Sonda-me,
pequenas gotas de orvalho.
Busco-te,
em frases feitas,
segredos,
nas águas guardei.
Vem em mim. Te trago flores, cansadas, mas flores em ti.
Não sou mais nada que isso, não sou bonito e tal.
Mas posso dar-lhe o mais profundo desejo, o respeito de um homem
sem identidade.
Se sou assim me respeite,
aceite o pobre que sou.
Na madrugada a escuridão me pegou,
e sem um rumo eu fui,
e dei de cara com o muro
e com tudo,
que um dia você me livrou.
Só estou cansado da vida,
acho que vou surtar.
Me dê um wisque
eu quero me afogar.
São devaneios e causas,
são justas as causas.
Agora não paro de pensar.
Se sou o que sou,
porque sou o que eu não queria ser,
não lutei e não dá tempo.
Minha sepultura está a me esperar,
e nada fiz pra imperdir.
Só sou um sujeito sem identidade.
Mas me aceite nessa noite,
um pouco do seu tempo;
deixa eu dormir no seu colo?
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Tento me encontrar, tenta se encontrar
Preciso me encontrar, isso, em mim mesma.
Busco as respostas do que ainda não entendi.
Se sei, páro e penso e fico.
Nada sei.
Distante! meus olhos choram, meu corpo sente frio e nada sei.
Se estamos fixos em um nada sobreposto sobre um tudo de leis e eufemismos. Te trago envolto, as vestes que te dei, meu saco de estopa eu já emprestei. Carrego tudo em um nada, seguro por um fio.
Não sou minha filha, mas me amo como Deus quer.
Em mim está o infinito, a chaga incurável e a alegria que desejei.
De sopros em pó. Poeira que respiro e me adoece, o pó dos meus ossos que já estavam cansados de suportar a carne fraca e o espírito confuso.
Menina de sonhos inacabados, sonhos que não passaram de sonhos, e sonhos já não tinha mais. Apenas a mente que aprendeu a esquecer tudo muito rápido. Tudo que foi ruim, tudo que foi triste, lembranças, foram esquecidos, e nada em mim ficou, apenas lembranças boas, presente bom, futuro incerto e bom.
Me encontrei, acho. Só não sei até quando, é tão imprevisto quanto o tempo, quanto brincar com uma criança de colo. São riscos que corremos, não é? Pois o choro pode enfim aparecer, ou um sorriso ingênuo e sincero.
Esquecer o que passou, já não importa mais. Apenas me importa o que está acontecendo, já nem o que virá.
O que queres da vida menina?
sexta-feira, 19 de junho de 2009
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