Nesses caminhos procuro um alento.
Nesses caminhos me vejo perdida então.
Nesses caminhos busco respostas.
Estou farta desse fardo meu.
Queria jogá-lo num penhasco enfim.
Queria ter nas mãos essa liberdade de ser o que quero.
Queria estar lá, onde eu queria estar.
Percebo que as vozes não são para mim.
Os olhos são pro infinito.
As palavras esvoaçam esse meu mundo de folhas secas.
Busquei por tanto tempo uma sombra.
Mas me vejo queimando nesse sol, ainda.
Você é meu sol; e ao mesmo tempo minha escuridão.
Apague a luz quando for sair,
Ao menos meu coração não vai sentir tanto.
Piso em cacos e sangro; também esses pés descalços.
Regresso nesse sonho. Aqui estou; mais forte talvez.
Mas sinto medo do mundo, das pessoas.
Esse medo que supera minhas forças.
Agora sim estou, aqui, deitada, nessa cama fria, esperando o fim.
E logo vem o sol.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
São sinais mastigáveis esses seus,
São penúrias essas minhas anulações.
É bem farto esse fagulho em meus olhos,
És pioneiro em me deixar só nesse lugar.
Estremeço esse meu corpo quase nu.
Minha voz quer te gritar e não suporta,
Dilatados estão meus olhos que não te vêem.
Meço os cantos desse quarto, meio que sombrio.
Faço preces pra voltares para mim,
Entrego-me a estes brandos sentimentos.
Sutilezas me disseram e não ouvi.
Me perdi em meio ao tempo que esgotou.
Fiz poemas pra você então me ler,
Tão assim, bem mais perto da minha’lma.
Te senti, quando seu olhar tocou o papel,
Fiz pra ti, aquilo de surpresas dos amantes.
Estou aqui te esperando, tão suave, tão distante.
São penúrias essas minhas anulações.
É bem farto esse fagulho em meus olhos,
És pioneiro em me deixar só nesse lugar.
Estremeço esse meu corpo quase nu.
Minha voz quer te gritar e não suporta,
Dilatados estão meus olhos que não te vêem.
Meço os cantos desse quarto, meio que sombrio.
Faço preces pra voltares para mim,
Entrego-me a estes brandos sentimentos.
Sutilezas me disseram e não ouvi.
Me perdi em meio ao tempo que esgotou.
Fiz poemas pra você então me ler,
Tão assim, bem mais perto da minha’lma.
Te senti, quando seu olhar tocou o papel,
Fiz pra ti, aquilo de surpresas dos amantes.
Estou aqui te esperando, tão suave, tão distante.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Molha minha solidão, nesse quarto vazio.
Vejo-te pela janela, correndo solta e limpa.
Vejo-me presa em meus sonhos, em minhas desilusões.
Vejo-te assim tão pura e perto do seu amor.
Molha agora esse meu rosto triste, lave minha alma.
Entre nos meus poros secos de abraços.
Preenche esse vazio do meu coração.
Água de mares não tem em ti.
Pertence água doce e potável.
Mata a sede desses pobres infelizes.
Vem de mansinho velar meu sono.
Vem chuva fina, rolar no meu telhado molhado de saudade.
Vejo-te pela janela, correndo solta e limpa.
Vejo-me presa em meus sonhos, em minhas desilusões.
Vejo-te assim tão pura e perto do seu amor.
Molha agora esse meu rosto triste, lave minha alma.
Entre nos meus poros secos de abraços.
Preenche esse vazio do meu coração.
Água de mares não tem em ti.
Pertence água doce e potável.
Mata a sede desses pobres infelizes.
Vem de mansinho velar meu sono.
Vem chuva fina, rolar no meu telhado molhado de saudade.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Olho-te assim, distante...
Como folha de papel, me mata em um instante,
Ao invés volto pro céu.
Seus passos que me guiaram, já não brotam nesse chão.
É parte da minha sina, do tamanho de um vulcão.
Me larga em seus temores, me embriago no seu mel.
Disfarço e jogo a mesa, um suspiro me deixou levar.
Distraído e cansado, destoado nos meus sons, dos seus pilares.
Seu corpo me afaga, e assim me desfaço.
O perigo me alcançou, e era bem isso que eu queria.
Todo seu. Toda minha. Alma seres desse show!
Como folha de papel, me mata em um instante,
Ao invés volto pro céu.
Seus passos que me guiaram, já não brotam nesse chão.
É parte da minha sina, do tamanho de um vulcão.
Me larga em seus temores, me embriago no seu mel.
Disfarço e jogo a mesa, um suspiro me deixou levar.
Distraído e cansado, destoado nos meus sons, dos seus pilares.
Seu corpo me afaga, e assim me desfaço.
O perigo me alcançou, e era bem isso que eu queria.
Todo seu. Toda minha. Alma seres desse show!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Ando sozinha nessa plenitude vasta, de estar só apenas.
Caminhando assim talvez
Quimera sensação
O ócio do meu coração, que insiste em ficar só.
Pensando talvez num amanhã arrebatador,
Numas frases de alívio e canções.
Austero e incapaz.
Não tão simples sentir essas lágrimas agora.
Agora que imaginei felicidade bem-vinda
Agora que acordei pro futuro
E os sóis que ao seu lado uma dia ia ver
Se foram junto dos luares que entorpecidos
Sonhamos por noites inesquecíveis.
Caminhando assim talvez
Quimera sensação
O ócio do meu coração, que insiste em ficar só.
Pensando talvez num amanhã arrebatador,
Numas frases de alívio e canções.
Austero e incapaz.
Não tão simples sentir essas lágrimas agora.
Agora que imaginei felicidade bem-vinda
Agora que acordei pro futuro
E os sóis que ao seu lado uma dia ia ver
Se foram junto dos luares que entorpecidos
Sonhamos por noites inesquecíveis.
domingo, 22 de novembro de 2009
Então se somos guardados nesse manto.
Dificulta minha ânsia de não ser.
Inebria o meu cálido sentimento,
Vem distante, busque o êxtase de viver.
Sou tão sua, sou tão luz, sou mais nada.
Viveste buscando algo em mim,
Sem se quer me conhecer.
Agora estou bem mais distante.
Não podemos ser.
E naquela noite, fui bem mais.
Busquei o alívio nos seus braços.
E o suor que dominou os nossos corpos,
De ternura, de sentir.
Não é possível esquecer.
E este corpo, que tão meu um dia foi,
Em outro corpo agora toca pensando em nós.
Me vejo só, vazia, sem sua presença,
Talvez te encontre, mais uma noite, e nada mais.
Dificulta minha ânsia de não ser.
Inebria o meu cálido sentimento,
Vem distante, busque o êxtase de viver.
Sou tão sua, sou tão luz, sou mais nada.
Viveste buscando algo em mim,
Sem se quer me conhecer.
Agora estou bem mais distante.
Não podemos ser.
E naquela noite, fui bem mais.
Busquei o alívio nos seus braços.
E o suor que dominou os nossos corpos,
De ternura, de sentir.
Não é possível esquecer.
E este corpo, que tão meu um dia foi,
Em outro corpo agora toca pensando em nós.
Me vejo só, vazia, sem sua presença,
Talvez te encontre, mais uma noite, e nada mais.
Entre flores e gramados.
É um sonho estar lá.
Lugar lindo, paz divina.
Um motivo pra sorrir.
Bem pequeno, mas no encanto.
O ar fresco pairando em minha face.
Dias e dias esperei por isso, agora posso sentir,
É bem mais que um fascínio,
É bem mais que se pode imaginar.
Não estou triste, mas calada.
Acordei, febril e assustada.
Olho ao lado , é um espelho,
Minha vida, realidade.
Tudo não passou de um sonho.
É um sonho estar lá.
Lugar lindo, paz divina.
Um motivo pra sorrir.
Bem pequeno, mas no encanto.
O ar fresco pairando em minha face.
Dias e dias esperei por isso, agora posso sentir,
É bem mais que um fascínio,
É bem mais que se pode imaginar.
Não estou triste, mas calada.
Acordei, febril e assustada.
Olho ao lado , é um espelho,
Minha vida, realidade.
Tudo não passou de um sonho.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
'GOTAS
São pequenas gotas que rolam em meu rosto pequeno.
São só algumas horas em que passo sofrendo.
Talvez logo isso acabe, são só chamas.
Virarão cinzas um dia. Virarão saudade dessa solidão.
Estar só num mundo grande,
É sentir-se um grão pequeno, nas enormes sacas, à escolha.
Entregar-se de mãos limpas, com astúcia e brando choro.
É mirar o teu sorriso, tão inocente e precioso.
Se me calo é por ti, alma viva que ainda queima.
Se não estou, é pro seu bem. Espere um pouco,
És meu crepúsculo divino. Faço um pacto, e fico. É só a tempestade bendita, lavando nossos rostos e impurezas.
Com essa voz que já não cala, é o cansaço falando alto.Cantaremos infinitas felicidades. São saudades, veemência.
Com essa força me dou de espírito, de carne e de mente.
Com essa força de querer-te, um tanto gélido e impaciente.
(Mari, 18/11/2009, ’20:57)
São só algumas horas em que passo sofrendo.
Talvez logo isso acabe, são só chamas.
Virarão cinzas um dia. Virarão saudade dessa solidão.
Estar só num mundo grande,
É sentir-se um grão pequeno, nas enormes sacas, à escolha.
Entregar-se de mãos limpas, com astúcia e brando choro.
É mirar o teu sorriso, tão inocente e precioso.
Se me calo é por ti, alma viva que ainda queima.
Se não estou, é pro seu bem. Espere um pouco,
És meu crepúsculo divino. Faço um pacto, e fico. É só a tempestade bendita, lavando nossos rostos e impurezas.
Com essa voz que já não cala, é o cansaço falando alto.Cantaremos infinitas felicidades. São saudades, veemência.
Com essa força me dou de espírito, de carne e de mente.
Com essa força de querer-te, um tanto gélido e impaciente.
(Mari, 18/11/2009, ’20:57)
domingo, 8 de novembro de 2009
Em faces de luz buscando o infinito.
São anjos de rostos pequenos, são seres que eu queria ver.
Distraia a mente insegura. Distraia e saia por aí.
É mais uma noite de solidão, as estrelas estão escondidas por detrás das nuvens.
As nuvens quase tocando o chão, e aquela colina já não posso ver.
Ficamos aqui então.
São só Anjos, não precisar temer.
São só Anjos que querem nos proteger, eu acredito.
A noite está ficando fria e nossas vozes se calaram, e quero ficar bem aqui.
Quero estar novamente em seus cuidados, eu tenho medo da noite. Tenho medo do escuro. Não me deixe aqui sozinha.
O medo me trai, e não consigo sequer aproveitar o momento. Você está aqui, e não posso me mexer. Meu corpo está ficando gelado. Mas você está aqui.
São só anjos. E acho que eles estão indo.
E o Dia chega. Penso que eles se foram, mas estão invisíveis diante de meus olhos. Posso sentir a proteção angelical. Eu posso sentir que estou viva, num mundo de além e flores campesinas. Mesmo que saia daqui eu não estarei sozinha, pode ir!
São anjos de rostos pequenos, são seres que eu queria ver.
Distraia a mente insegura. Distraia e saia por aí.
É mais uma noite de solidão, as estrelas estão escondidas por detrás das nuvens.
As nuvens quase tocando o chão, e aquela colina já não posso ver.
Ficamos aqui então.
São só Anjos, não precisar temer.
São só Anjos que querem nos proteger, eu acredito.
A noite está ficando fria e nossas vozes se calaram, e quero ficar bem aqui.
Quero estar novamente em seus cuidados, eu tenho medo da noite. Tenho medo do escuro. Não me deixe aqui sozinha.
O medo me trai, e não consigo sequer aproveitar o momento. Você está aqui, e não posso me mexer. Meu corpo está ficando gelado. Mas você está aqui.
São só anjos. E acho que eles estão indo.
E o Dia chega. Penso que eles se foram, mas estão invisíveis diante de meus olhos. Posso sentir a proteção angelical. Eu posso sentir que estou viva, num mundo de além e flores campesinas. Mesmo que saia daqui eu não estarei sozinha, pode ir!
sábado, 7 de novembro de 2009
Agora estou distante do mundo.
Meus olhos pararam no tempo.
Quero cuidar de mim, do vazio que há muito não se vai.
Quero preencher o pouco que me resta.
O destino que sempre me quis só, o só de ser somente pura magia.
Distante, agora estarei, guardada como um perfume, num frasco, esquecido.
Minha essência talvez se acabe com o tempo. Ah tempo! Tempo que me engana,
Tempo de paz, tempo de sorte, tempo de mudança, tempo de tirar os pés do chão.
Enxergar que sou mais do que penso ser. Um infinito de opções em mim. Pra mim.
Somente.
Existe um Deus perfeito, assim me entrego a Ele, sem nada nas mãos, mas no meu coração não tem remorsos, e isso é tudo.
Agora vou em busca do sincero, do verdadeiro, do auspicioso futuro.
Menina que não sabe ainda pra onde ir.
Meus olhos pararam no tempo.
Quero cuidar de mim, do vazio que há muito não se vai.
Quero preencher o pouco que me resta.
O destino que sempre me quis só, o só de ser somente pura magia.
Distante, agora estarei, guardada como um perfume, num frasco, esquecido.
Minha essência talvez se acabe com o tempo. Ah tempo! Tempo que me engana,
Tempo de paz, tempo de sorte, tempo de mudança, tempo de tirar os pés do chão.
Enxergar que sou mais do que penso ser. Um infinito de opções em mim. Pra mim.
Somente.
Existe um Deus perfeito, assim me entrego a Ele, sem nada nas mãos, mas no meu coração não tem remorsos, e isso é tudo.
Agora vou em busca do sincero, do verdadeiro, do auspicioso futuro.
Menina que não sabe ainda pra onde ir.
Assinar:
Postagens (Atom)